Situações do dia a dia

A hora de dormir virou uma batalha todas as noites

Banho, pijama, história, mais um copo de água, mais uma ida ao banheiro. Já passou das dez e os olhos dele continuam abertos, enquanto você só pensa em tudo o que ainda precisava fazer.

Quando o sono não vem, é comum sentir que a criança está fazendo de propósito. A paciência vai embora junto com a noite, a irritação cresce dos dois lados e deitar fica cada vez mais difícil.

A criança sente o clima da casa na hora de dormir. Olhar para esse momento com outros olhos costuma vir antes de qualquer regra nova.

Uma ferramenta do livro, aberta

Não é pessoal

A ferramenta abaixo, do livro, começa por uma ideia simples: não é pessoal. Ela está aqui inteira.

O que costuma acontecer

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    Como costuma começar

    A cena, do jeito que ela aparece em muitas casas.

    A criança faz qualquer coisa que parece ser de caso pensado para tirar o adulto do sério. Ela demora para pegar no sono, aperta todo o tubo de creme dental, derruba todo o suco, se contorce na hora de sentar na cadeirinha do carro etc.

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    Onde costuma travar

    O que faz a cena azedar.

    O adulto contava com aquele tempo de sono para colocar a vida em dia; também foi programado para evitar o desperdício. Ele tende a achar todo serviço doméstico muito pesado, além de estar sempre com pressa.

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    O que piora

    Os dois jeitos de reagir que costumam alimentar a cena.

    O adulto, com base em sua situação, cria uma expectativa com relação ao comportamento da criança. Quando esta não corresponde ao que ele espera, ele fica frustrado e, imaturamente, acaba achando que a criança está fazendo aquilo quase que por querer. Pensa que a criança já sabe o que é “certo” e o que é “errado” e que, portanto, não deveria fazer o “errado”. Também acha que ela deveria sempre pedir ajuda para as coisas que não consegue fazer ainda, para não derrubar o suco ou fazer qualquer sujeira. E que ela não deveria se opor a usar os equipamentos que já sabe que são para a segurança dela.

    Quando o adulto endurece

    O adulto parte do pressuposto de que a criança já sabe ou que ela tem que aprender na marra, especialmente as questões que envolvem segurança, desperdício, sujeira, horário... Ele esquece que não é óbvio e que também levou algum tempo para aprender esses conceitos. Também não aprendeu muito a como educar sem causar dor e sofrimento.

    Quando o adulto afrouxa

    O adulto parte do pressuposto de que a criança é apenas uma criança e que ainda não sabe das coisas e, por isso, tá tudo liberado, e a criança pode ficar sem dormir, acabar com o creme dental e outras coisas, derrubar o suco sempre qualquer maneira e, às vezes, vai no carro até fora da cadeirinha de segurança...

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O que ajuda

O caminho proposto pela Disciplina do Equilíbrio.

Quando se encontrar em uma situação limite e perceber que vai sair do controle, o adulto se lembra do mantra NÃO É PESSOAL.

Se o sono ainda não veio, há alguma explicação para isso, ou seria a energia alta do adulto que a criança está absorvendo e isso está poluindo a atmosfera do sono, fazendo com que ela não consiga se desligar?

Se a criança acabou com o creme dental, ela está “pedindo” por atividades sensoriais com materiais adequados. Se ela vai colocar o suco no copo e derruba tudo, precisa treinar sua coordenação motora com jarras e copos adequados ao tamanho e à força de suas mãos e braços.

Se a criança se contorce na hora de sentar na cadeirinha do carro, ela precisa entender o sentido de ficar presa e isso pode acontecer por meio de histórias e metáforas – aqui você pode usar a Ferramenta #13 BHIM – o idioma da criança.

O que muda na prática

O adulto muda seu pensamento e isso faz com que acesse mais paciência. Ele também vai alcançando a perspectiva da criança e entendendo as necessidades dela, deixa de ser autocentrado achando que a criança faz as coisas de propósito para irritá-lo ou tirá-lo do sério, e a criança funciona adequadamente como criança que é, aprende sobre a vida, se acalma e entra em equilíbrio.

Texto do livro da Disciplina do Equilíbrio, reproduzido como está. Cada família é única: use o que fizer sentido para a sua.

Cada casa tem o seu jeito de viver essa cena

O Mapa da Família mostra como cada pessoa da sua casa funciona — e onde vocês se encontram e se estranham. São perguntas simples, cerca de 5 minutos por pessoa, sem resposta certa nem errada.

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